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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

UAF AUDAX 200KM SCS- relato Daniele Eckert

UAF AUDAX 200KM SCS
A proposta era pedalar 200 Km com 1975 metros de elevação, em um pelotão, sem ficar para trás, numa média geral de 22,5 Km/h. Poucas pessoas fariam essa prova, em torno de 20, sendo eu a única mulher.
Sendo realista, era quase impossível para mim: minha distância máxima era 100 Km, com pouca elevação e ainda numa média muito inferior a essa. Alguns dos participantes tinham mais de 50 Audax realizados e a pangaré aqui nenhum. Claramente faltava treinar e melhorar muito o desempenho antes de tentar uma doidera dessas.
Mas essa era a minha última chance de participar de uma prova de Audax aqui no RS, ao menos por enquanto. E isso estava me "matando", eu tinha muita vontade de participar e algo lá no fundinho dizia que eu poderia conseguir. Pronto, me inscrevi!! Fui pedalar uma semana antes com o objetivo de fazer 100 Km em linha reta a 25 Km/h. Não consegui. Catchabummm, balde de água fria, de volta à realidade.

Mas como eu já estaria em Santa Cruz do Sul nesse final de semana, fui convencida a levar junto a bicicleta (só no caso de...) e jantando com os que fariam a prova ganhei o "empurrão" que precisava: "não é melhor tentar do que ficar o resto da vida com a dúvida de se teria conseguido ou não?"
Então eu fui, sem muita perna, mas com toda a vontade do mundo. Uma vontade elevada a milésima potência. Não foi uma prova nem de perto fácil para mim, era um sobe e desce do caramba (mas os mais experientes me xingavam e diziam que aquilo nem era subida), antes do km 100 eu já sentia muita dor na panturrilha e nem tenho como descrever o que vivi naquelas horas, as dores físicas (panturrilha, traseiro, ponta dos pés, mãos, lombar), dormências, cansaço, calor, vento, medo, mas também a alegria de cumprir as etapas em que eu dividi a prova, o incentivo (e as chicotadas) dos outros "audaciosos", as brincadeiras e risadas, o companheirismo, a beleza dos lugares que passamos e o prazer de pedalar.
No PC03 - KM 140(almoço) eu estava um trapo humano, mas se havia conseguido chegado até ali eu não desistiria. E não desisti! Cheguei com o pelotão em Santa Cruz do Sul, no tempo programado. Um trapinho de cansada, mas feliz, realizada!!

Do fundo do meu coração, obrigada aos amigos e colegas de prova do UAF AUDAX SCS, o incentivo de vocês foi fundamental (as chicotadas mais ainda), com vocês aprendi o que é o verdadeiro espírito do Audax: companheirismo. Até me deixaram ser "capitã de rota" na chegada! A Janete e a Carla foram excepcionais no carro de apoio.
Na hora não chorei, mas agora meus olhos enchem de lágrimas, pois eu posso dizer com muito orgulho que agora eu também sou uma audaciosa, ou melhor, audaxiosa!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Relato Audax caminhada 50km Santa Maria- set 2014

Relato da atleta Magda Chagas sobre a Marcha


"Resolvi fazer um breve relato da minha primeira experiência em marcha,ou melhor, dizendo prova de regularidade cujo andamento é imposto por alguém experiente,CAPITÃO DA ROTA, e pelos marchadores experientes, responsáveis de cada evento.

Fui para matar a curiosidade, aprender algo novo e verificar se estou bem para intercalar marcha e corrida nas longas distâncias.
Algumas coisas novas para se pensar e analisar:
• Como é caminhar em grupo? Cada um tem seu ritmo, como será a orientação?
• Pessoas diferentes, personalidades diferentes, rituais na prática do exercício diferentes, estarão horas juntas, como será essa adaptação?
• Se participo de provas com distâncias acima de 200km, então será fácil uma caminhada de 50km,certo?
• Como deve ser o trabalho do responsável pelo grupo? Conseguira iniciar e terminar no prazo estipulado?
Iniciamos os preparativos durante a semana com mensagens do CAPITÃO DE ROTA PROFESSOR Alan Sangoi da Academia Sádhana/Santa Maria.Recebíamos orientações sobre inscritos nos 25km e 50km,clima,horários,trajetos ,dicas de roupas e utensílios no carro de apoio,material de primeiros socorros.
A integração já se iniciava nesse período, pois adicionamos novos amigos e tentávamos sanar as dúvidas antes do evento.
No dia marcado estávamos todos pontualmente no local combinado, Academia Sádhana/Santa Maria .
E assim começou meu aprendizado.
Pontualidade,segurança e disciplina são critérios AUDAX. Aprendi que um brevet Audax pedestre não é corrida, nem uma competição, mas uma prova de regularidade e de endurance, os participantes devem permanecer em grupos na medida do possível.
O andamento médio é mantido entre cada controle à 6 km/h. 
Nossa marcha se realizou com os seguintes critérios:
Velocidade de 6 km/h para a marcha sendo que tínhamos um total de 8h20min para marcha e 1h40min para pausas de alimentação,hidratação e troca de roupas.

Pensei que seria fácil, afinal é uma velocidade baixa para quem corre ,me enganei ,vejam porque:
• O trajeto não era plano, íngreme com várias subidas;
• Asfalto somente no inicio e final, grande parte estrada de chão;
• Chuva forte e frio em todo percurso, houve uma trégua no final apenas;
• Prof. Alan Sangoi corretíssimo no tempo das pausas e com extremo cuidado no grupo.
• O grupo se manteve sempre junto,cada um ajudando o outro a superar frio,dores e cansaço.
• Tive que mudar meu jeito de treinar pois SEMPRE estou sozinha e dessa vez fazia parte de um GRUPO;
Posso dizer a todos que foi uma grande experiência,vou repetir com certeza.Não tenho interesse em me tornar um Capitão de rota mas acho que como experiência de vida FOI EXCELENTE.
Como se diz na teoria:
“TRABALHO EM EQUIPE é quando um grupo ou sociedade resolve criar um esforço coletivo para resolver um problema”.
Participei de um grupo que tinha como esforço superar uma marcha de 25km ou 50km e que de acordo com o trabalho mútuo de apoio,orientação e PURA PARCERIA venceu a meta.Agradeço a Múltipla Escolha Sports pela suplementação e roupas fitnessThecnoderm pelo tratamento diário com alta tecnologia STIM CELL,aumento de força e tônus muscular,meu treinador Paulo Ricardo Ayres por acreditar sempre e SEMPRE dando força nas minhas loucurasFUNcional Academia Personalizada,planilha com exercícios diários e grandes amigos nos treinos."

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Porque o Audax 100km dos Dinossauros foi bom

Muitas vezes participo e organizo evento e me detenho mais nas coisas erradas e fatos ruins, pois o objetivo é evitar-los no futuro.
Neste brevet dos Dinossauros 100km realizado em Candelária, no momento da premiação pude dizer algumas palavras de muitos dos ciclistas aos quais eu conhecia.

O primeiro fato bom que vale lembrar é que a premiação, talvez também por conta disto, foi um momento agradável em que os ciclistas não estavam apressados para fugir para casa, o que acontece algumas vezes;
Depois da premiação ainda foi possível encontrar muitos dos participantes almoçando no restaurante Dona Tereza, o que também foi bom;
Neste Audax foi bom que tivemos mais interessados em participar do que o limite de inscritos possíveis, pena que alguns tiveram a inscrição negada!
Neste Audax foi bom que tivemos muitos ciclistas novatos em longa distancia e na estrada e também que tivemos participantes de  novas cidades;
Este Audax foi bom porque tivemos a participação de alguns ciclistas que a algum tempo estavam longe da estrada;
Este Audax foi bom porque o clima ajudou, apesar da previsão de chuva, e não tivemos sol forte e nem vento muito forte;
Este Audax foi bom porque apenas um ciclista furou o pneu da bicicleta e foi melhor que este ciclista tenha sido eu;
Este Audax foi bom porque tivemos apenas dois tombos e felizmente sem conseqüências graves;
Este Audax foi bom porque pude pedalar com o Baltazar que é um ciclista forte e participa do Campeonato Gaúcho de MTB, mas já havia participado de brevets de longa distancia;
Este Audax foi bom porque tivemos um grupo de ciclistas da cidade de Erechim, todos novatos em Audax;
Este Audax foi bom porque contou com a participação do Claudio, que pedalou com o filho Augusto.
Este Audax foi bom porque contou com a participação da primeira brasileira a completar um Brevet Randonneur Mundial de 600km, Rosane Silveira Gomes, feito realizado em 2005. Também foi bom ver que ela esta pedalando melhor que naquela época, o que com certeza é resultado das corridas e da ajuda do pessoal da Academia Espaço Saúde de Candelária;
Este Audax foi bom porque na chegada o amigo Erni Bender estava nos recepcionando;
Este Audax foi bom porque teve a participação do “Dinossauro” aventureiro Luis Borges, e se este aventureiro estava parado com as pedaladas e aventuras, e se o Audax serviu de estimulo para o retorno as atividades, foi ainda melhor;
Este Audax foi bom porque teve a participação de ciclistas de Cachoeira do Sul, que participaram do primeiro Audax;
Este Audax foi bom porque paramos no Parque Witeck, sendo que alguns foram conhecer um pouquinho do Parque que esta em obras;
Este Audax foi bom porque teve a perticipação do Arymar, que alem de participar incentivou a participação de outros e foi um dos mais animado nos treinos;
Este Audax foi bom porque teve a participação da Glacy Mara que estava orgulhosa com a participação do filho Ulisses;
Este Audax foi bom porque teve a participação do pessoal da Academia Espaço Saúde, Jorge, Dinéia, Rafael, Barbara...
Este Audax foi bom porque a Graciela voltou a participar de um brevet e desta vez levou também o namorado Elieser;
Este Audax foi bom porque teve a participação da Gabriela Martin que deste vez conseguiu levar a irmã Barbara Martin que também pedalou os 100km;
Este Audax foi bom porque teve a colaboração do gringo Moacir Dal Castel que ajudou no brevet, fez belas fotos e também trouxe a esposa Laricy que mesmo caindo completou os 100km;
Este Audax foi bom porque a minha esposa estava ajudando na organização e sempre por perto durante o brevet;
Este Audax foi bom porque teve a participação na organização e apoio do casal 20, dez de loucura para cada um, do Edu Pazzo e da Mariane;
Este Audax foi bom porque teve a participação do Casal Tania e Daniel que já pedalaram vários Audax, o Daniel desde o primeiro em 2009;
Este Audax foi bom porque teve a presença do Valter, randonneur experiente que pedala brevets desde 2004;
Este Audax foi bom porque teve a participação do Alexandre de Jesus, que é um dos ciclistas que mais pedalou brevets de Audax;
Este Audax foi bom porque teve a participação da Esther, uma das mulheres que mais pedalou mais brevets randonneur e é uma pessoa muito querida;
Este Audax foi bom porque teve a participação do ciclista Udo e sua Barra Forte do quadro quebrado, mas ele não fez todo o brevet, pois precisava retornar mais cedo para casa;
Este Audax foi bom porque teve a participação da Simone, que é uma aventureira experiente, mas uma ciclista novata que ainda confunde freio com embreagem na bicicleta, ou fica procurando o Campo Base do brevet, mesmo não encontrando não perde o sorriso;
Este Audax foi bom porque teve a participação da Policia Rodoviária Estadual, ao menos no inicio do percurso;
Este Audax foi bom porque teve como Capitão de Rota o experiente ciclo turista, randonneur, caminhante, fotógrafo, o senhor a barba Claiton que teve importante atuação no brevet;
Este Audax foi bom porque teve a participação da Dupla de Aventureiros ciclistas e corredores, Luiz Marcio e Marco. O Luiz até agora esta querendo saber se gambe é de comer. E o Marco esta pensando como que perdeu para mim neste Audax, hehehe.
Este Audax foi bom porque teve a participação do Flávio que a pouco tempo atrás não pedalava, mas atualmente vai trabalhar pedalando todos os dias e assumiu verdadeiramente o ciclismo. Deixou que o ato de pedalar mudasse a sua vida;
Este Audax foi bom porque teve a participação do Rodinei, um incentivador do ciclismo e do Santa Ciclismo;
Este Audax foi bom porque pedalei com uma bike fixa;
Este Audax foi bom porque teve a participação do casal Luca e Larissa. E também foi bom porque que a Larissa superou as dificuldades, pedalou com uma bicicleta emprestada e foi bem melhor do que se esperava.

Este Audax foi bom porque teve a participação de ciclistas de Muçum, São Leopoldo, São Sebastião do Cai e de outros ciclistas que nem citei neste texto.

Luiz M. Faccin

domingo, 23 de setembro de 2012

Relato Audax 600km 2012



Primeiro brevet Audax 600km no Brasil.

Largada no Campus UNISC prevista para as 3h e 30 minutos do dia 15 de setembro de 2012.

Estou saindo, já atrasado de casa às 3h e 10 minutos. Pedalo para o local da largada quando toca o meu celular. Atendo, é o Claiton avisando que a bicicleta da Luiza esta com o cabo de cambio arrebentado e a do Valter com o parafuso da abraçadeira do selim sem rosca. Perderíamos dois dos seis participantes antes mesmo da largada. Decidi rápido e disse para o Claiton esperar e já avisar que a largada seria atrasada- primeira largada atrasada em um brevet que organizo. Voltei para casa, e, para ganhar tempo, deixei a bike no corredor do prédio. Fiquei com medo de perder a bicicleta que estava protegida apenas por um portão. Fui no AP e procurei nas minhas tralhas, sem sucesso,  algum cabo, ou abraçadeira. Peguei a mochila com chave carro, documentos e chave da loja. Fui andando rápido até o Campus UNISC. Deixei os passaportes e planilhas para serem entregues aos demais ciclistas, colocamos a bicicleta da Luiza no carro e peguei a abraçadeira para modelo e fomos até a loja.
Na loja fiz rapidamente a substituição do cabo de cambio e peguei outra abraçadeira do selim para substituição na bicicleta do Valter. Voltamos para o campus e fui para casa deixar o carro e buscar e minha bicicleta. Voltei pedalando para o campus, pronto para a largada. Atrasamos um pouco mais a largada para ás 4h e 30 minutos. Em um brevet UAF um atraso pode ter conseqüências mais tarde, principalmente em um brevet sem carro de apoio. Cada parada é programada para ser realizada no horário e local exato o que inclui obedecer ao horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais onde estas paradas são realizadas.  Este é o espírito para organizar um evento simples.
Saímos para a RST 287 que no horário tem pouco transito, em direção a Venâncio Aires. Logo no inicio a subida forte que subimos girando sem pressa para depois recuperar a média a descer. Como normalmente acontece atingimos a média prevista de 22,5 km/h antes do pedágio.  O clima estava agradável e seguimos sem dificuldade também depois em direção  ao posto de pedágio da Cruzeiro do Sul. Chegamos ao pedágio com a média de 24 km/h e realizamos uma rápida parada extra. Retornamos para Venâncio Aires e o sol apareceu tímido e lindo, grande e alaranjado no céu acinzentado. Um espetáculo que não fotografei para não atrasar o andamento, mas valeria este atraso. Chegamos ao restaurante Casa Cheia com alguns minutos antes do horário previsto. Parada de 20 minutos, mais alguns de atraso. 
Percurso do Casa Cheia até o Pesque e Pague Panorama foi tranqüilo. No PPP ( Pesque e Pague Panorama) realizamos mais uma parada rápida de 20 minutos. Sanduba inflacionado degustado e seguimos viagem. O sol não apareceu mais, o vento parou e ficou mais abafado. A chuva estava por chegar e a cor do céu no horizonte foi mudando. Mais uma parada de 20 minutos no Posto em General Câmara e seguimos retornando para o PPP.  Chegamos pedalando rápido para fugir da chuva. Parada de uma hora para almoço.

 Massa e pepão, não adianta era hora de enfrentar a chuva. Depois de ter pedalado 180 km estavam faltando 160 km para completar o percurso previsto para o dia, ou seja, antes da parada programada para o pernoite. Logo no reinicio do percurso o Alexandre estourou um pneu. O Valter ficou para ajudar e eu não sabendo o que havia acontecido resolvi parar o pelotão. Tirei o ciclo computador e retornei aproximadamente 1 km para descobrir o que havia acontecido. Grupo reunido, seguimos novamente juntos. Aviso: o pelotão não para quando acontece algum problema mecânico a algum ciclista.  Chegamos até Vale Verde sem mais dificuldade, mas a chuva aumentou e começamos a brincar, pois a previsão era de 4mm de chuva para o dia todo, mas a chuva estava forte. Chegamos a Pinheiral no Posto Kastel, local de mais uma parada de 20 minutos. 

Rodovia pedagiada com acostamento porcaria, com muita chuva. Fiz mais uma foto do grupo que e seria a última antes da parada de pernoite.O Alexandre ligou para a loja e eu autorizei a ele sair na frente para esperar a chegada do pneu de substituição em local mais próximo a fim de ganhar tempo para a troca. Chovia forte e partimos em direção a Santa Cruz onde avistávamos o céu escuro e muitos relâmpagos. A chuva forte, melhor, tempestade era certa, mas acreditávamos serem apenas algumas nuvens de passagem e na possibilidade de nem enfrentarmos muitas dificuldades.
Partimos do Posto Kastel com chuva forte e a maior dificuldade foi o acostamento que não existe nas curvas com a terceira faixa da subida para Linha Santa Cruz. A descer disse para os ciclistas terem cuidado com o transito, sujeira na pista e possibilidade de tombos. Desci freando e com cuidado. Seguimos para Sinimbu e o céu estava escuro a noite chegou, mas a escuridão também era das nuvens pretas. A chuva caia “despejada com balde” e a escuridão era iluminada por alguma luz de veiculo passando, mas principalmente por relâmpagos. Raios, trovoadas e água foram constantes até Sinimbu, apesar disto eu cuidava para não andar acima da média de 22,5 km/h, pois tinha certeza que o Alexandre deveria nos alcançar em breve. Os raios caiam a todo instante e sempre perto. A estrada para Sinimbu segue a várzea o Rio Pardinho e a pouca distancia em ambos os lados existem morros, pois os raios estavam caindo antes dos morros que ficavam iluminados antes da cada trovão. Muita chuva e muitos raios, não é exagero repetir, apesar disto ficava mais preocupado com os demais ciclistas e com os veículos que passaram. Medo dos raios eu não cheguei a ficar e nem consigo explicar isto, talvez por que gosto da chuva e me sinto protegido em cima da bicicleta em relação às coisas da natureza. Deus é espírito e bondade, sua criação e uma das ferramentas para testar os homens é a natureza. Acredito que DEUS goste de mim, pois gosto dele e tento respeitá-lo. Tenho mais medo das coisas do homem. 

Chegamos a Sinimbu e fiz uma rápida parada para conferir se o grupo estava unido. Iniciamos o retorno e logo avistamos o Alexandre que estava chegando.  Voltamos mais juntos, a passagem de veículos parou a chuva aumentou a descer a visão estava muito limitada e rosto dolorido dos pingos. Ofereci carona para Santa Cruz a um grupo de pessoas que tentava não se molhar em baixo de uma parada de ônibus. O Claiton disse que deveríamos parar em algum lugar e sugeriu o mercado do Sr Mário em Rio Pardinho.
Realizamos uma parada extra em Rio Pardinho. Chegamos no local com aproximadamente 10 minutos de atraso no tempo previsto, nem poderia ser diferente com aquela chuva. Parada extra incluída por segurança. Paramos aproximadamente 20 minutos, o suficiente para a chuva reduzir um pouco, lubrificar as correntes, comer algo e sentir-se um pouco mais protegido. 

Cheguei o mercado, avistei o seu Mário e perguntei se tinha Audax hoje. Ele me disse hoje não tem Audax. Seu Mário sempre relembra o brevet 600km de 2006 quando realizamos um PC no local e não esquece a chegada de uma ciclista na madrugada ( será que a Esther Galbiski lembra do local?).  Eu respondi que tinha Audax sim, pois estávamos ali, apesar da tempestade. Fiz algumas fotos no local e prometi que a próxima vez que fosse a Rio Pardinho caminhando eu levaria estas impressas de presente.
Novamente na estrada em direção a Santa Cruz do Sul. A chuva continuava forte, mas os raios estavam mais longe. Chegamos em Santa Cruz do Sul e dois, ou três ciclistas já falavam em desistir. Disse para desistirmos depois do pernoite e que faltavam mais um 60km. Não era tarde, mas representava ser madrugada e os 60 quilômetros restantes representavam ser impossíveis de ser pedalado, puro reflexo do momento.
Seguimos  para Vera Cruz onde havia outra parada programada. Paramos rapidamente no Posto de combustível já que a padaria estava fechada depois das 20h. Tomamos um café gratuito e presenciamos a chegada de mais uma chuva forte. Fiz uma alteração no percurso e utilizamos mais a rodovia RS 412 que possui melhor acostamento e excluí parte do percurso para Cerro Alegre Baixo. Seguimos observando  tempestade elétrica que acontecia junto na direção para a qual seguíamos.  O Claiton a Luiza e o Alexandre disseram não largar na madrugada seguinte em caso de chuva ou raios e trovoadas. Seguimos até a Cemitério dos Lopes, Distrito Industrial e centro de Santa Cruz do Sul.
Chegamos no Hotel Antonios com 30 minutos de atraso conforme o tempo previsto. Combinamos a re-largada às 4h da manhã ali no mesmo local.  Fizemos uma foto do grupo e segui para casa. 

Em casa deu tempo de tomar um banho quente, colocar a roupa molhada e suja de molho, comer algo e dormir umas 3 horas.
Acordei escutando trovoadas, coloquei a roupa seca e mais proteção contra chuva, tomei um café e segui para a hotel onde encontrei o Vitor e Valter no café. Alexandre, Luiza e Claiton não apareceram. Saímos no horário previsto 4:30h. Seguimos em direção a Rio Pardo e o previsto seria ir a Encruzilhada do Sul e retornar.
Seguíamos em silencio, não estava ventando e nem chovendo, mas o cenário não era nada animador, tempestade elétrica com muitos raios e céu escuro em quase todas as direções. A única direção que não havia escuridão e raios era nas nossas costas, em direção a Venâncio Aires onde era possível avistar a Estrela Dalva (Venus).  Seguia pensando sobre o que representava completar um brevet, ou não e lembrava que os brevets eram uma boa desculpa para pedalar mais e não ficar parado. Seguir para Rio Pardo região de mais campo com aquela tempestade que se aproximava a com a noção de que teríamos mais um dia inteiro em tais condições. Resolvi fazer uma alteração de emergência no percurso, consultei os demais ciclistas que logo concordaram em irmos em direção a Lajeado e depois novamente a Vale Verde. Ao menos seria uma possibilidade de não enfrentarmos tempestade. Retornamos para Santa Cruz do Sul. O Vitor me falava sobre algumas participações em breves que fez apenas por prazer de pedalar. Ele é um dos melhores  randonneurs que conheço e tem um conhecimento exato do que é participar de um brevet. Falava que o importante é participar por gostar de pedalar e que participar era mais importante do que o valor da medalha, ou da homologação. Palavras semelhantes ao que vinha refletindo antes. Quando chegamos novamente na cidade a tempestade de raios acontecia de todos os lados. O Vitor disse que havia considerado perigosa a noite anterior e que não gostaria de fazer o mesmo no dia. Iria ficar no hotel. Seguindo o regulamento do Audax no mínimo três ciclistas devem completar o brevet para ser válido. Poderia ter insistido para continuarmos, mas também concordava a considerava perigoso seguir. O importante é pedalar a já estava contente em ter pedalado 365km de maneira tão diferente e com bons companheiros. Tinha certeza que ficaria triste por ainda não termos algum brevetado em um Audax 600km, mas também sabia que o brevet havia sido realizado e tinha sido como tinha que ser. O Audax é um desafio com dia e hora marcada o que pode torná-lo muito difícil, pois depende do clima. Desta vez não demos sorte. Em condições melhores teria sido muito tranqüilo completar os 600km de forma programada. O Valter não ficou muito feliz com a idéia de desistir, mas não reclamou.
Depois de um pouco de conversa segui para casa, o dia clareando, sem chuva e sem trovoadas. O tempo representava melhorar, as ruas desertas e a temperatura agradável. Fiquei com vontade de continuar pedalando, mas resolvi ir para casa. Em casa fiquei um bom tempo arrumando as coisas e lavando algumas roupas entes de ir dormir com a sensação de que não deveríamos ter desistido. Me acordei antes das 9h da manhã com o barulho do vento, trovoadas e da chuva forte. Choveu durante todo o domingo, choveu muito e com muito vento. Olhava para a rua e lembrava que havíamos realizado a escolha certa. Parar foi mais seguro. Não foi mais questão de força, de vontade, de perna, de psicológico, mas de sobrevivência.
Atendi um cliente de Rio Pardinho na segunda de manhã.
Ele motorista consciente faz pouco tempo atropelou um cavalo quando voltava para casa a noite. Também contou que castrou o cachorro que tem preso no pátio de casa, pois o mesmo “vivia fugindo e andando no asfalto”, podendo causar um acidente, como disse: “poderia derrubar um motociclista”. Contou, sem saber com quem estava falando: “sábado à noite estava indo para casa a tardinha e encontrei um grupo de ciclistas pedalando durante aquela chuva, que perigo, eu gritei vocês querem morrer! Aquela reta ali é muito perigosa, o pessoal anda demais e geralmente tem cachorro, cavalo, vaca, tem de tudo na estrada, com tempo bom até dá para andar, mas com chuva e os vidros embaciados do carro quase não se avista os ciclistas que estavam enfileirados. Se atropela um atropela todos e só se vê as luzinhas piscando quando se esta em cima”.

Agora é pensar no calendário de 2013 e em uma próxima tentativa.
Luiz M. Faccin
Setembro de 2012.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Relato Audax Caminhada 100km- Luiz


No dia 20 de maio fiz uma caminhada de 50km utilizando basicamente o percurso final do brevet de 100km,  nos horários aproximados em que seriam caminhados. Neste dia senti um pouco o calor e o sol, mas nada de extraordinário. Outra dificuldade, os últimos 30km caminhei sozinho e na reta do Rio Pardinho senti mais a queda da moral. A reta de 4 km parece não ter fim e isto, psicologicamente falando, é ruim,  deveria ser ainda mais no final do brevet de 100km. No domingo à tarde o transito de veículos aumenta muito na estrada de Rio Pardinho. M esmo no asfalto a caminhada fica mais difícil, pois somos obrigados a caminhar no acostamento estreito, que nem sempre é bom, mas tem muitos trechos irregulares, com pedras e buracos.  No Bar Rodrigues, na Linha Travessa, me descuidei e esqueci de reabastecer a água do reservatório da mochila, resultado, os últimos 7km fiz sem beber e senti a diferença, ou seja, o aumento do desgaste físico.
Quando estava caminhando na Linha Travessa, utilizando óculos, um pequeno cascudinho/inseto entrou em meu olho direito. Tentei tirar sem sucesso, mas continuei caminhando sem sentir. Depois de chegar a casa o olho estava dolorido e tentei de todas as formas tirar o inseto do olho, cada vez ficava mais dolorido. Fui dormir com o inseto no olho. Na segunda feira coloquei colírio, lavei o olho e o inseto finalmente saiu, mas o olho continuou dolorido. Na segunda à tarde e terça feira estava com o olho infeccionado- conjuntivite química.  Caminhei  50km e o que mais me causou transtorno foi um pequeno inseto! Lembrei do brevet de 75 quando tive problemas estomacais. Lembrei do brevet de 50km noturno com chuva e barro. Cada brevet apresenta uma situação diferente de dificuldade e é preciso ter experiência a paciência para superar o desafio
Realizamos outros treinos noturnos e nestes treinos pude tirar mais algumas conclusões. Temos um grupo bem experiente e consciente do que vai enfrentar,  isto é importante e ficou visível nas conversas das ultimas caminhadas realizadas e também nos contatos por internet. Acredito que motivação não irá faltar. Torcia para que não tivéssemos problemas extras. Mais do que qualquer medalha, homologação ou nome em livro, seria um privilegiado de poder caminhar com este grupo tão legal.
Neste ano de 2012, antes de caminhar o brevet de 100km já contabilizava 409km realizados em caminhadas programadas. Em 2012 já havia caminhado dois brevets de 25km, dois de 50km e um de 75km.
O brevet
O percurso do brevet estava devidamente estudado, as opções de paradas bem definidas, etc. Eu estava confiante, mas ansioso, queria caminhar logo este brevet que já havia sido adiado.
Nove participantes estavam na UNISC para a largada e como sempre foi realizada no horário previsto. Os primeiros quilômetros urbanos até a primeira parada foram tranqüilos. Depois da paradinha enfrentaríamos um percurso mais longo sem parar, mas já havíamos caminhado este percurso em condições mais difíceis.
Pouco mais de duas horas de caminhada e chegamos no Sítio do Baleia, local pouco usado por seres humanos, mas muito por roedores. Uma parada longa de 25 minutos com café, bolo, salgado, pão e outras regalias só possíveis porque lá estava nos esperando um voluntário eficiente e prestativo com tudo pronto. Foi uma parada importante e no momento certo.
Após esta parada enfrentamos o trecho mais difícil do brevet, ao menos na teoria, com estradas de terra na “escuridão da madrugada” iluminada por lanternas. Com as alterações realizadas no percurso reduzi o trajeto nestas estradas e adicionei uma parada mais próxima no inicio do percurso em asfalto.
Paradinha no carro de apoio e até sobrou um tempinho para sentar em um dos banquinhos e também para ver a figura mais enigmática dos Audax que resolveu aparecer. Aparição rara já que a ultima do fantasma do Audax foi em 2006. Retornamos a caminhada no asfalto e a próxima não seria longe. A parada na entrada do autódromo foi mais uma bem estratégica, apesar do lugar ½ ermo e “perigoso”. Mais café, alongamento, barras de cereal, repor a água e sair para o percurso de mais de 12 km no asfalto, nada assustador, mas na experiência anterior enfrentamos chuva que escondeu o céu e dificultou a noção do andamento. Desta vez enfrentamos frio e um pouco de neblina, mas estávamos acompanhados também de um céu estrelado e da Estrela Dalva que nos indicava o caminho para Vera Cruz até o amanhecer. Um subidinha longa para deixar alguns mais atrasados. Várias paradas para xixi, mas tinha alguém fazendo mais paradas e reclamando de dores no ventre! Uma parada na rotula para Vila Progresso e Vera Cruz e desta vez fui eu que tive que enviar um “Fax para Boston” que foi bem importante para aliviar o peso e garantir um bom andamento.
O brevet de 100km teve 14 paradas programadas e se eu for descrever cada uma destas vou ficar apenas escrevendo as paradas e vai representar que nem caminhamos. A parada foi importante para juntar o grupo, mas os mais atrasados logo voltaram a ficar uma centena de metros do grupinho dos primeiros. O dia clareou e avistamos alguma coisa semelhante à geada, mas o frio não atrapalhou e só favoreceu o andamento.
Chegamos na padaria Roque Schuch para a parada mais longa do brevet, 35 minutos. O Schuch Padeiro atrasou para a abrir a padaria e não gostou que eu disse o Schuch antes da sua profissão. Enquanto esperávamos o Fantasma apareceu novamente, mas ficou bem comportado esperando. Mais café, pastel e outros reforços para encher a pança, teve alguém comendo até espetinho de carne. Vou uma parada para recuperar as energias.
De parada em parada já havíamos completado 50% do percurso, com certeza a parte mais fácil, mas eu estava bem e sem sono. Era dia e tínhamos o dia todo para caminhar 50km e isto era uma maneira boa de pensar. Saímos de Vera Cruz passando na famosa caixa d’água e seguindo no caminhódromo. Nome esquisito e lugar bonito, mas o caminho e os caminhantes merecem uma pavimentação melhor. Percurso plano até alguns metros antes da Cascata do Franck local da próxima parada. Retorno para a Ponte Andréas, e seguir na Linha Borges de Medeiros. Interior de Vera Cruz com paisagens bonitas e estradas boas. Chegamos próximo ao Rio Pardinho e no município de Santa Cruz do Sul, onde as estradas já não são tão boas. O frio da manhã estava indo e deixamos algumas roupas mais quentes no carro de apoio.  
Seguimos a passo firme e por um erro meu ficamos 10 minutos atrasados já que somei errado os tempos, nada grave. Próxima parada no Salão Pancke, logo depois da ponte metálica sobre o Rio Pardinho e o pessoal já estava ficando com cara de cansado. O percurso neste trecho seguia o rio na antiga estrada para Sinimbu, local bonito, estrada sem movimento de carros. Neste local sempre fico lembrando quando cruzava por ali com a minha bicicleta Caloi Cruiser sem câmbios retornando do banho de rio com a cara cheia de poeira, velhos tempos de juventude, agora que estou mais velho passo caminhando! Saindo da estrada antiga seguimos na nova asfaltada em direção a Rio Pardinho. Parada na Casa das Cucas e seguir logo para o Restaurante Verde Vale.
Chegar no restaurante já era uma vitória de completar 75 km. Chegar bem era importante, e sair no horário previsto também. O grupinho da frente chegou no horário certo e pode aproveitar os 28 minutos da parada, outros chegaram com até 10 minutos de atraso. Quem continuasse caminhando depois deste ponto completaria os 100km. Quem estivesse bem teria menos probabilidade de enfrentar mais problemas depois. Cheguei, tirei os calçados, lavei as mãos e fui me servir no Buffet. Usamos a mesa na parte externa apesar do “frio”. O Rodinei fisioterapeuta ficou cuidando dos pés dos caminhantes colocando gelo e alongando. Os rostos eram de dor. Três dos recém chegados, de forma bem consciente e madura desistiram de seguir. Repeti o prato no Buffet e fiquei com vontade de me servir de uns 50% dos 12 tipos de sobre mesa, mas fui lavar o rosto, abastecer o reservatório de água alongar um pouco para reiniciar a caminhada. Nem cheguei a ser atendido por fisioterapeuta e saímos. Os meus companheiros de caminhada de Santa Cruz estavam muito decididos e conscientes dos desafios de caminhar 100km. Estão de parabéns e deveriam servir de modelo para muito ciclista que participa dos brevets de andamento livre, ficando horas torrando tempo em coisas supérfluas na parada no PC. Um aprendizado ver a motivação deste grupinho.
Depois do almoço de clima pouco mais quente senti um pouco mais, mas foi só a massa assentar para ficar melhor. Seguimos em direção a Sininbu, depois entramos na Linha Verão até o Rio Pardinho, local muito bonito e típico do interior deste município.
Retornamos para o asfalto e para Rio Pardinho. A parada programada para o Salão Regert resolvemos transferir para o restaurante onde pude deitar um pouco e erguer as pernas. Retornamos para Rio Pardinho e realizamos outra parada na Casa das Cucas onde os pés já pediam um descanso. Neste ponto devia ter efetuado a troca da meia por uma seca, mas achei que estava bom. A Luiza estava comemorando o dia de São João com um visual caipira interessante com Crocs verde, meias cinzas sobre as calças de lycra, camisa, boné, óculos escuros e flor no cabelo.
Chegamos no reta próximo a entrada para a Linha Travessa, o sol estava quente e eu sentia o calor, o cansaço e o atrito do pé com a meia molhada do suor. Chegamos no Bar Rodrigues na linha Travessa depois de 1500m de estrada de terra com cascalhos.
Ultima parada, faltava muito pouco, mas ainda era longe e não perdemos o foco. Chegando no bar fui direto lavar a cabeça com água gelada para refrescar e depois comer algo salgado que fiz com certa dificuldade. Usei uma pastilha de sal e reabasteci a água do reservatório, demorei um pouco e o grupo já tinha saído.
Melhorei bastante, a bolha que estava se formando no pé esquerdo não atrapalhava, o sal me ajudou muito e a água na cabeça também. Sai decidido a alcançar os demais, e logo depois  encontrei o Marcio que estava chegando no PC. Avisei que estávamos com mais de 15 minutos de folga em relação ao tempo máximo de 20 horas, e também que estaríamos esperando um pouco antes da chegada até às 18:03. Ele disse que até 18horas chegaria na UNISC. Cheguei no asfalto, mas não consegui recuperar a distancia em relação aos demais participantes. Resolvi correr até alcançar o pelotão dianteiro – alguns perguntavam se não era possível correr  no Audax 100km e eu respondia que poderia até alcançar o pelotão em caso de atraso. Estava correndo e alguns ciclistas de cidade estavam cruzando com as bikes retornando para casa. Foi uma sensação estranha, pois eles estavam fazendo uns 40km de bike e eu correndo depois de ter caminhado mais de 90km. O Fernando parou para nos alcançar bergamotas. Outros passaram gritando e perguntando sobre o brevet.
Sofri do km 80 até o 93,5 que foram os mais difíceis para mim. Estava um pouco cansado, mas não estava tão mal. Segui junto com o Alan e chegamos no Portão da UNISC. Fiquei sentado na parada de ônibus esperando e cuidando o horário. Às 18 horas o Marcio surgiu acompanhado pelo ciclista Pancke. Entramos juntos no portão do campus e seguimos até o mesmo local da largada.
Completamos o Audax Caminhada 100km.
A premiação foi logo em seguida e a medalha com relevo de águia ficou bonita no peito de cada um.
Este foi o primeiro brevet Audax Marcha 100km realizado fora da Europa;
Este brevet nos garante o nome no livro das homologações do Audax Marche que foi criado em 1904 e é mantido pela União dos Audax Franceses. Entramos para a história, mesmo que apenas na história da UAF, mesmo que apenas nesta modalidade;
Temos a possibilidade de conseguir a medalha Águia de Bronze Audax Marche da UAF. Com a conclusão deste brevet completei todos os brevets necessários para realizar o pedido desta medalha inédita.
Depois do brevet de 100km fiquei pensando na possibilidade de aproveitar o treino e a oportunidade para caminhar um brevet de 150km. Com certeza teria dificuldade de conseguir companheiros, mas esta ideia não esta fora dos meus pensamentos...
Na semana seguinte estava muito bem e com saudades de uma caminhada longa

Luiz Maganini Faccin
Águia de Bronze Audax Marcha
Randonneur 5000
Representante UAF Brasil
Junho 2012.